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Cuidados em relação à dengue.



Por Júlia Morão


O surto de dengue, que chegou com a virada de 2024, vem assustando a população geral, por estar se arrastando por tanto tempo e por vir trazendo sintomas tão agudos. Os corredores lotados dos hospitais têm sido marcados por queixas de dores em todo corpo, dor atrás dos olhos, náuseas… ‘E as plaquetas?’ ‘É preciso fazer exame de sangue para ver as plaquetas?’ ‘Que remédio tomar?’ ‘E o que NÃO tomar?’… Essas tem sido dúvidas frequentes nos consultórios de Pronto Socorro!

 

Pois bem, vamos lá! A dengue é o que chamamos de arbovirose: uma doença causada por vírus e transmitida por um vetor - os mosquitos; que, no caso, se reproduzem em ambientes de água parada. Por isso, as temporadas de chuva, trazidas pelo verão, se tornaram um ambiente propício para essa doença se espalhar! 


E o que ela causa? Percebe-se uma evolução bem característica no surto atual: o início, com dores nas articulações de todo o corpo, dor de cabeça e atrás dos olhos, febre persistente… que, então, pode evoluir também para vômitos, diarreia e as famosas ‘manchinhas’ que coçam! E tudo isso pode durar de 07 a 10 dias. 

De forma geral, essa é o que chamamos de ‘Dengue Clássica’ e o pilar principal do tratamento é a HIDRATAÇÃO! Por isso, a recomendação de intensificar a ingestão de água, água de coco, soros de reidratação oral… são tão ouvidas nas consultas. E, por mais que as dores causem um desconforto significante, NÃO utilizar anti-inflamatórios ou AAS por conta própria é uma recomendação importante. A explicação para isso é que estes fármacos inibem elementos essenciais para a coagulação sanguínea, que já se encontra prejudicada na dengue, devido à redução das plaquetas causada pelos vírus; podendo aumentar as chances de sangramentos! 


Mas quando se deve ‘acender as luzinhas de alerta’ e procurar o hospital? Sangramentos - na gengiva, nariz, fezes ou urina - dor abdominal importante, desmaio ou rebaixamento do estado geral… são algum dos exemplos dos sintomas que fazem parte das recomendações para se realizar uma reavaliação do quadro e, aí, sim, ser considerada a necessidade de exames complementares (Como, por exemplo, a avaliação das ‘famosas’ plaquetas). 


E para realizar o controle desse surto, somente um trabalho conjunto será eficaz! É preciso realizar o controle da água parada! Enquanto isso, o uso de repelente se tornou essencial - estando SEM ou COM sintomas - para a proteção individual e para evitar a disseminação viral pelo mosquito! E em casos de processos alérgicos aos repelentes, uma sugestão válida é a utilização de fórmulas infantis; mas antes de utilizá-las sempre consulte seu médico! 

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