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DESMISTIFICANDO O AUTISMO

Atualizado: 1 de abr.

APRESENTAÇÃO (Texto – 1)

Por Maria José de Melo

 


O assunto do autismo é a joia de ouro — escolhida como o assunto do momento — nos últimos anos, fazendo com que as pessoas passem a falar do assunto mais abertamente, sejam elas autistas, pais, parentes de pessoas autistas, cientistas, especialistas ou qualquer leigo. Na verdade, é até comum qualquer pessoa se tornar um especialista de plantão quando um autista começar a falar que é autista. Isso acontece, principalmente, quando o autista não tem deficiência intelectual e fala prejudicada.


É preciso muita cautela, pois não temos mais do que 50 anos de estudos sobre o transtorno em questão. Como pode qualquer um ser o especialista no assunto? O autismo não é um problema sem solução. A desinformação e o preconceito são os maiores problemas. Não banalize o transtorno sem nenhum conhecimento científico, clínico ou de experiência prática. Tome muito cuidado para não ficar reproduzindo ideias velhas, desinformações e preconceitos sobre o assunto, que ainda não possui uma sistematização tão consolidada. O debate sobre o assunto do Transtorno do Espectro Autista (TEA), permanece aberto aos cientistas, pesquisadores, autistas, pais e familiares.


Após vivenciar o crime sexual (a pedofilia), na infância, aos 12 anos, por ausência de acolhimento, tratamento e de entendimento, desenvolvi o Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TSPT). Essa condição causa sofrimento intenso e prejuízos em diversos aspectos da vida, tais como trabalho e relacionamentos, sejam eles sociais ou afetivos. Após longos 20 anos de silêncio, dor, angústia, medo e vulnerabilidade, em abril de 2022, iniciei o processo de tratamento através da psicoterapia, a aprofundar minha habilidade na escrita e, consequentemente, a buscar clareza e soluções a respeito da minha condição.


Assim, em outubro de 2022, surgiram as primeiras suspeitas de que esteja no Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em março de 2023, após um processo de acompanhamento, veio à primeira hipótese do diagnóstico: autismo.


Desde o mês de novembro de 2022, eu comecei a estudar o TEA, e não parei mais. Acredito que a coluna (Desmistificando o Autismo) veio como necessidade de expandir o meu conhecimento e compartilhar com vocês tudo aquilo que tenho refletido, anotado nos cadernos e pesquisado.

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