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Quiet Quitting - O desafio da demissão silenciosa nas organizações




Por Jussara Freitas


Nos últimos anos, as empresas têm enfrentado um fenômeno preocupante conhecido como "Quiet Quitting" ou demissão silenciosa. Este termo refere-se ao processo pelo qual os funcionários desengajados e insatisfeitos permanecem na empresa, mas reduzem sua produtividade e comprometimento, eventualmente levando à sua saída não declarada, ou seja, quando profissionais não se envolvem em desafios extras, entregando apenas o mínimo exigido as atividades inerentes ao seu cargo. Neste artigo, abordaremos os sinais de demissão silenciosa, suas causas subjacentes e estratégias para combater esse problema crescente nas organizações.

 

Possíveis sinais de demissão silenciosa:

 

●       Redução da produtividade: Funcionários que antes eram altamente produtivos começam a entregar resultados abaixo do esperado, sem uma razão aparente.

●       Desinteresse e apatia: Demonstram desinteresse pelas tarefas e projetos da empresa, perdendo a motivação e o entusiasmo no trabalho.

●       Isolamento: Retraem-se do ambiente de trabalho, evitando interações sociais com colegas e líderes.

●       Falta de comprometimento: Demonstram uma atitude de "apenas cumprindo tabela", sem investimento emocional ou intelectual no sucesso da empresa.

●       Problemas com comunicação: À medida que os colaboradores se afastam emocionalmente e perdem o interesse em seu trabalho, eles podem hesitar em compartilhar novas ideias ou informações importantes com a empresa.

 

 

Possíveis causas da demissão silenciosa:

 

●       Falta de reconhecimento

●       Falta de oportunidades de crescimento

●       Cultura tóxica

●       Problemas com a liderança

●       Incompatibilidade com o fit cultural e com a vaga

●      Programas de avaliação e remuneração tidos como injustos pelas equipes;

●      Sobrecarga e estresse no trabalho;

●      Funções incondizentes com seu cargo


As estratégias para prevenir a demissão silenciosa, também abordam as potenciais causas desse desafio, investir no capital humano com ações voltadas para o fortalecimento da cultura e o clima organizacional, promovendo a saúde mental dos colaboradores e demonstrando o valor da empresa em seu pessoal. Desenvolver o time da liderança para reconhecer os sinais de insatisfação e agir proativamente para resolver conflitos. Garantir uma comunicação eficaz, feedback e feedforward constantes, promover o desenvolvimento profissional de suas equipes e programas de avaliação e remuneração bem estruturados são apenas algumas estratégias que reduz os riscos de perda de talentos de forma discreta.

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